Um balaio de resenhas mirabolantes por um aspirante à escritor

Salomé

O Livro tem o seu deleite em prosa, haja vista que seja uma peça.

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Romeu e Julieta

"Este clássico atemporal e sua fatídica história de amor, nesta edição, fora adaptado do Teatro para a prosa por Júlio Emílio Braz."

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A Sutil Arte de Ligar o Foda-se

Este livro retrata de maneira direta a realidade crua e nua à qual vivemos, nos expomos, e que nos importamos.

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sábado, 11 de abril de 2026

[RESENHA] O Alienista

 


Livro: O Alienista

Autor: Machado de Assis

Editora: Principis

Páginas: 80

Este livro conta a história do Dr. Simão Bacamarte, que criou em Itaguaí, no Rio de Janeiro, o primeiro manicômio, intitulado Casa Verde. O Problema é que o mesmo incitado pelo estudo sobre a loucura, começa a internar moradores com comportamentos que no mínimo para ele, eram considerados desvio de razão, primeiro foi o homem que emprestou o dinheiro, e assim sucessivamente.

O alienista perdeu a razão e colocou vários na Casa Verde. O Barbeiro, intitulado, Porfirio, conhecido como Canjica em um golpe certeiro movido também pela vontade política cria a Revolta dos Canjicas, para ir de encontro às ideias do doutor. A posição social do barbeiro não era compatível com tal grande cargo de vereador. A polícia chegou mas se rendeu aos seus, que os ameaçavam de morte.

Depois de avaliar as internações, Bacamarte conclui que sua teoria estava errada: se a maioria é louca, a loucura é normal. Solta todos que estão internados, e interna as pessoas ditas "normais". Ao perceber que a perfeição moral, é o único desvio, ele conclua por si então só, que ele é o único louco, internando-se sozinho em seu manicômio.

Há uma linha tênue que assola o meio entre a loucura e a sanidade, ambas vivem juntas, uma alimentando a outra, um pouco de ansiedade, estresse,SPA,TDAH, essas dentre outras patologias são temperos crônicos enraizados anos após anos, que dão vitalidade tanto à loucura como a sanidade, unindo assim o casamento de ambas.

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[RESENHA] Histórias para Sonhar

 


Livro: Histórias para Sonhar

Autor: Oscar Wilde

Editora: Principis

Páginas: 47

Este sucinto livro, é composto por três contos, O Gigante Egoísta, O Príncipe Feliz e O Rouxinol e a Rosa. Cada conto deste tem uma singularidade de aprendizagem importante, a interpretação é algo muito pessoal, porém de uma absorção espetacular.

O Gigante Egoísta é um conto na qual um gigante tem um lindo jardim, onde crianças fazem a festa com brincadeiras saudáveis, porém, ao chegar de viagem, o gigante expulsa as crianças, pelo seu egoísmo, o jardim é tomado por um inverno sem fim, até que o gigante se sente enclausurado com a ausência das crianças e como era o seu florido jardim, com a presença das mesmas, tudo era diferente.

Este conto evidencia uma batalha espiritual, a redenção e o amor à Cristo, o egoísmo x generosidade, a natureza como reflexo da alma.

O Príncipe Feliz é uma fábula irônica, que conta a história de uma estátua e uma andorinha, no qual eles despojam as riquezas da estátua do príncipe para ajudar aos pobres da sua cidade. De forma superficial destaca a realidade entre a riqueza e a pobreza, a desigualdade social, o valor da empatia, o altruísmo, a relação entre o amor e o sacrifício, e a questão da Justiça Divina e Terrena.

Nesta conjunção podemos perceber como o papel da arte pode causar uma profunda reflexão sobre a profunda moralidade.

O Rouxinol e a Rosa é um conto que narra o sacrifício de um rouxinol para criar uma rosa vermelha para um estudante apaixonado, porém, a cortesã que será entregue a rosa, se desfaz deste ato de amor, demonstrando desinteresse e o rapaz ingênuo toma por descarte a rosa.

Este conto também é caráter altruísta, que evidencia o sacrifício e o amor verdadeiro, crítica ao materialismo, incompreensão da arte e da emoção, a melancolia e a ironia. 

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[CRÍTICA] ÁS VEZES SOU BRISA, OUTRAS, VENTANIA

 


Livro: Às vezes sou brisa, outras, ventania

Autor: Fabíola Simões

Editora: Faro Editorial

Páginas: 168

Estou absorto de como a Fabíola Simões consegue entregar tanto acolhimento, sutileza, com as palavras e como elas parecem nos despir a alma. Parecia que a minha mente estava falando comigo, abrindo-me os olhos e contando como sou por dentro, expondo a minha alma, evidenciando os meus devaneios, a absorção é tamanha que a cada três páginas devemos parar e processar tamanho discernimento. Não sei se considero este livro como auto ajuda, mas ele ganhou um voto do meu íntimo. Cada palavra, crítica, e todas reflexões foram promissoras, além de serem chaves para abrirem as portas dos meus pensamentos.

A alta absorção deste material, reflete na quebra do paradigma que somos nós mesmos, quando estamos ligados no piloto automático.

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sábado, 15 de junho de 2024

[RESENHA] O Cão dos Baskervilles

 

Livro: O Cão dos Baskervilles

Autor: Sir Arthur Conan Doyle

Editora: Pé da Letra

Páginas: 93

O Romance se inicia quando Sherlock Holmes e John Watson estão em sua residência, quando repentinamente, eles observam um homem, correndo, espantado, à procura de algo, atentados pela curiosidade, eles observam onde este os conduzirá, até que então ele para em frente a Baker Street 221B, ao que o subentende, um novo caso para Sherlock Holmes?

O homem em questão, é o médico, Dr. Mortimer, este em todo caso, chegou e adentrou a casa de Holmes e Watson, em busca de ajuda, para solucionar a morte / caso de seu amigo, Sir Charles Baskerville, pois o falecimento deste, se deu de uma forma muita estranha. O que mais intrigou o Dr. Mortimer foi a história contada na carta de Charles, antes de seu falecimento.

Na carta deixada por Charles, este conta sobre a maldição sobrenatural da família Baskerville, sobre o cão demoníaco que matou alguns dos membros da família, e deixou alguns amigos loucos.

Sherlock acredita que o caso não seja algo sobrenatural, até que envia o Dr. Watson na frente para que possa avaliar os fatos, pois no momento estava ocupado com outros casos, que precisaria elucidar.

A trama se desvencilha na própria família. É cheia de mistérios, curiosidades, vizinhos estranhos, ameaças, perseguições.

Para além disso, a história é fantástica, fora que a narrativa desta pelo Dr. Watson, como a maioria das vezes é espetacular.

Para o deslanche deixo desta vez sem spoiler sobre o final, porém digo, é formidável. Aproveitem!

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quinta-feira, 2 de maio de 2024

[RESENHA] A Princesa e o Globin

 


Livro: A Princesa e o Globin

Autor: George MacDonald

Editora: Principis

Páginas: 192

Os livros da editora Principis, modéstia parte, são marcados pelas ilustrações brilhantes, que me dão o primeiro impacto de me perguntar como eu ainda não tenho este exemplar?

A Princesa e o Globin é um livro de autoria de George MacDonald, um livro que me fez ver o mundo fantástico da magia infantil de forma diferente. Onde a magia e o sombrio mundo do conto de fadas se cruzam com o mundo infantil, fazendo com que a magia se perpetue a cada capítulo lido, e fazendo com que o anseio pela continuação tenha mais ainda um outro final feliz.

A História se passa na época da Era Vitoriana, a princesa Irene, vive no castelo, cercada de "criados", incluindo a sua aia, Lootie, mas como todo conto de fadas, nem tudo "são flores", a região do reino onde a princesa mora, abriga criaturas estranhas, conhecidas como Globins.

O deslanche tem por início quando Irene e sua aia passeiam pela região e acabam se perdendo, e o dia vai se findando, e os perigos noturnos assolando os nervos da Lootie, que preocupada em como vão fazer para voltarem ao castelo, se depara, para a felicidade de ambas, com  um jovem auspicioso minerador, chamado Curdie. Este por trabalhar nas minhas com seu pai, conhecia bem os Globins, até mesmo como espantá-los, cantando umas rimas não tão rítmicas, mas que para as criaturas era um verdadeiro terror.

Embora que a linha histórica de Irene e Curdie tenham se entrelaçado por um dado primeiro momento, ambos viverão paralelos nesta linha, até se cruzarem no final. Irene descobrirá que em uma de suas andanças pelo castelo, cheio de entradas e saídas secretas, ela achará uma passagem que a levará à uma velha senhora, que diz ser a sua tataravó, a história das duas se desenvencilha num mix de mistério, magia e que num diferencial momento, se torna realidade. Em paralelo, Curdie descobre que os Globins estão armando algum plano, em um de seus dias nas minas, ele escuta as criaturas conversando, e desconfia de alguma artimanha.

O diferencial e o deslanche desta história só se dará pelo singelo encontro familiar entre Irene e sua Tataravó, e por conta da auspiciosidade de Curdie.

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domingo, 31 de março de 2024

[RESENHA] Salomé

 


Livro: Salomé

Autor: Oscar Wilde

Editora: Principis

Páginas: 80

O Livro tem o seu deleite em prosa, haja vista que seja uma peça. Ao julgar pela capa, e pelo seu nome, Salomé era uma jovem e bela dançarina dos sete véus. Gostava de ser cortejada, bajulada, desejada, tinha em suas palavras um mix de teimosia e arrogância.

Salomé, era filha de Herodias, e tal era esposa de Herodes. Em uma determinada festa de aniversário, Herodes, deslumbrado com as danças de Salomé, pediu que ela dançasse, e como naquela época as palavras se valiam bem mais que contratos, de hoje em dia, Herodes, prometeu a Salomé, tudo o que desejasse.

Herodes, tinha feito de prisioneiro, João Batista, que Salomé, por várias vezes em prosa o retratou como Iokanaan. João Batista, foi feito de prisioneiro pois pregara contra o casamento de Herodes e Herodias, pois Herodias era viúva de seu irmão. Herodes temia por João Batista, por ser popular, por ser um homem de fé e de palavras que ele pregava.

Porém, passado um tempo na festa, Salomé escuta João Batista e se intriga a ponto de querer vê - lo. Salomé maravilhada, deslumbrada com Iokanaan, pede - lhe um beijo, e este recusa. Salomé indignada por tal feito, encontra na oportunidade da promessa de Herodes, uma forma de vingar a desfeita de João Batista, pedindo - lhe a sua cabeça, um desejo culminado por sua mãe.

O ato, a peça, a modalidade em prosa, de Oscar Wilde, é fielmente perfeita a tratativa do enredo.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

[RESENHA] Romeu e Julieta



 

Livro: Romeu e Julieta

Autor: William Shakespeare

Editora: Principis

Páginas: 128

"Este clássico atemporal e sua fatídica história de amor, nesta edição, fora adaptado do Teatro para a prosa por Júlio Emílio Braz. A tradução da prosa narrativa é simples, direta, limpa, de leitura rápida e envolvente."

A história se passa na cidade de Verona, na Itália. Apesar da narrativa se deslanchar no romance dos filhos, Romeu e Julieta, das famílias rivais, Montecchios e Capuletos, e a figura do Príncipe, a trama possui um enredo rico sobre desejo, moralidade, valor, juventude, livre arbítrio, rivalidade e amor.

As famílias envolvidas possuem uma "rixa" de sangue, que não há permitem nem mesmo a se encontrarem, e para que exista um equilíbrio caso isso aconteça, o Príncipe Escala, teria submetido punição caso houvesse mais derramamento de sangue entre ambas.

A trama inicia - se quando Páris conversa com o senhor Capuleto sobre o interesse do mesmo em casar - se com sua filha, Julieta. Embora o senhor Capuleto temesse pela jovem ser tão nova, o pediu para que aguardasse dois anos, e o convidou para uma festa de Balé planejada, para que pudesse apresentar a sua única filha. Enquanto isso, Benvólio, primo de Romeu, o encontra para conversar sobre a possível depressão "romântica" que este vinha sofrendo, e descobre que a "paixonite" de Romeu não é correspondida por Rosalina, prima de Julieta, uma Capuleto, uma ilusão proíbida para este Montecchio. Persuadido por Benvólio e Mercúrio, Romeu aceita o convite e vai a festa dos Capuletos, na esperança de encontrar Rosalina. Ambos vão a festa da família rival sem convite, porém de máscaras. Contudo, os filhos das famílias rivais, não se conheciam, porém se apaixonaram a primeira vista.

Romeu e Julieta, apaixonados, decidem - se por se casarem escondidos, com a bênção do Frei Lourenço, na esperança de que também as famílias se reconciliassem. Porém, neste meio tempo, Teobaldo, primo de Julieta, procura Romeu para um duelo, por ter ido ao Baile sem convite, e ter conseguido sair do mesmo. Mesmo em meio ao frenesi de sentimentos, Romeu recusou- se a duelar com Teobaldo, porém este áspero rapaz persistente continuou a insultá - lo, restando assim a Mercúrio resistir a tal ato contraposto ao Capuleto. O Duelo findou com a morte do parente do Príncipe, a fulga e volta de Teobaldo, e a ira de Romeu. Afim de vingar a morte do amigo, Romeu submeteu em meio ao retorno de Teobaldo, uma revanche, que findou na morte deste último. O inestimável incidente foi justificado por Benvólio ao Príncipe, na frente de todos, inclusive a frente da Senhora Capuleto e ao Senhor Montecchio. Com base nos acontecimentos, O Príncipe decretou exílio a Romeu, vendo o como causador e justiceiro pelo tal feito. Não o absolvendo de uma possível execução, caso a ordem fosse descumprida pelo sentenciado.

O senhor Capuleto interpretando erroneamente a dor de Julieta, decide - se por casar a filha com Páris, afim de findar a dor dela, e ameaça deserdá - la, caso o casamento não aconteça. Julieta é resistente, mas ouvindo os conselhos da sua ama, ela decide por aceitar tal feito, para honra do Pai, e depois disso, consumou o seu casamento com Romeu, em noite de núpcias, escondidos em seu quarto, sem ninguém saber, com exceção de sua ama.

No dia seguinte, afim de escapar do casamento, a filha dos Capuletos, vai de encontro ao Frei Lourenço, e este para ajudar a moça, entrega-lhe um licor, que a fará dormir por 40h, este a deixará tão serena, calma, que ludibriaria até mesmo os médicos, que dariam-lhe como morta, impedindo assim a jovem a se casar com Páris. O feito aconteceu, e o Frei Lourenço, enviou uma carta a Romeu, pelo Frei João, afim de contar-lhe o plano. Mas a carta não chegou ao jovem rapaz, pois os caminhos foram fechados e o Frei João, não conseguiu nem mesmo encaminhar por outrem a tal carta. Com isso, os planos não saíram como o planejado, e Romeu sabendo de forma equivocada da morte do seu amor, visita um Boticário, afim de que ele lhe faça um veneno. Em seguida parte para Verona, para encontrar o seu amor jazido no cemitério de seus familiares.

No cemitério, Romeu se encontra com Páris, e ambos começam a duelar ainda por Julieta. Porém, neste duelo Páris morre ao lado de Julieta. E tristemente, Romeu se entrega ao líquido envenenado, para ir de encontro a sua amada. Porém, o Frei Lourenço chega e se dá conta que a moça está acordando do efeito do licor, mas ao fazer, vê Páris morto ao seu lado, e também o seu amor. Ao constatar que Romeu tinha sido envenenado, ela tomou-lhe o seu punhal e se matou, o jurando amor eterno.

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